segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Piauí é o estado brasileiro que mais desmata o cerrado, diz MMA





Piauí e Maranhão juntos derrubaram área de 25 mil campos de futebol.
O Piauí foi o estado que mais desmatou a vegetação do Cerrado até 2010
conforme dados apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
 No período, o Piauí entre desmatou 1,05% do Cerrado e o Maranhão, 0,7% e o
 Maranhão e Piauí são estados que têm implementado desmate mais acentuado.

No Brasil, o desmatamento acumulado do Cerrado até 2010 já atingiu 48,5% 

do bioma, uma área de quase 100 mil quilômetros quadrados. 
Embora o acumulado tenha registrado um aumento de 0,32% entre 2009
e 2010 (6.469 km2), o ritmo das motosserras diminuiu neste período
 com relação ao anterior. De 2008 a 2009, 0,37% do Cerrado foi derrubado.

O órgão afirmou que os vetores da derrubada de vegetação nativa são

 velhos conhecidos: a agropecuária e o carvão que alimenta
a indústria siderúrgica nacional.
 O governo ainda não sabe quanto desse desmatamento foi autorizado
e quanto foi ilegal.

“Os vetores tradicionais são os mesmos, a agropecuária e carvão.

A fiscalização não está só correndo atrás do prejuízo. No caso do carvão 
estamos quebrando a coluna vertebral da cadeia econômica”, disse a ministra
do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
"Os vetores tradicionais são os mesmos, a agropecuária e carvão".
O Ministério também divulgou um balanço sobre as queimadas que
atingem Unidades de Conservação do país.
 No total, dez áreas protegidas foram atingidas pelo fogo,
em sua maioria intencionalmente provocado, segundo o presidente do ICMBio,
Rômulo Mello. A área atingida este ano, no entanto, foi menor do que no
ano passado. Em 2010, 1,6 milhão de hectares foram queimados
dentro de parques, florestas nacionais, reservas biológicas
e outras unidades destinadas à preservação. 
Este ano, o fogo já destruiu 322 mil hectares.

Uma das regiões mais atingidas foi o Distrito Federal

onde a Floresta Nacional (Flona) de Brasília já teve um
quarto de sua vegetação nativa consumida pelo incêndio que
embora controlado, continua ardendo. 
Neste caso, o órgão do MMA responsável pela gestão das
Unidades de Conservação
disse ter provas de que o fogo foi criminoso.

“Nosso pessoal em campo identificou pessoas que tinham botado fogo

dentro da unidade, eles foram perseguidos, mas se evadiram. 
Estamos acionando a Polícia Federal para investigar. 
A Flona foi criada para ser uma área a ser protegida
e evitar a formação de loteamentos” disse Mello
que acredita que pessoas insatisfeitas com a criação da unidade
possam ter motivado o crime.


 Fonte: *Informações do O Globo

1 comentários:

CultPiauí disse...

Gilbués está desaparecendo.Esse é um exemplo do que a desertificação está fazendo.

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